Nem toda solução de problema precisa ser decisão de um juiz – você sabe o que é mediação de conflitos?

Vamos pensar em um conflito hipotético: João tem um problema com sua vizinha, Maria, pois acha que ela faz muito barulho à noite. Maria, por sua vez, acha que tudo isso é implicância de João por ele não gostar dela. Os dois já tiveram várias discussões, até em reuniões de condomínio. Agora João acha que a única solução é contratar um advogado para processar Maria.

Reconhece essa história de algum lugar? Pois é, praticamente todo mundo já ouviu algo parecido por aí – a história de alguém que enxergava o Poder Judiciário como a única solução possível para o seu problema. E pode ser qualquer tipo de problema: familiar, empresarial, condominial, etc. Mas você já parou pra pensar em todo o desgaste que isso causa aos envolvidos? E não apenas desgaste financeiro, mas também desgaste emocional? Imagine só a situação de João e Maria: eles terão de conviver com alguém que os processou enquanto continuarem sendo vizinhos! Parece insuportável, não é mesmo?

Ok, mas existe outra maneira de resolver conflitos?

Sim! E ela se chama mediação. A mediação é um método de resolução de conflitos regulamentado pela Lei 13.140, no qual o mediador vai ajudar as pessoas a se comunicarem melhor, a resgatarem o diálogo, a refletirem sobre seus reais interesses e a gerarem alternativas de solução que atendam às necessidades de todos. Ela foi regulamentada pela

O mediador vai ser sempre imparcial – ele não está ali para dizer quem está certo ou quem está errado, seu papel é auxiliar nas reflexões e na busca pela solução mais adequada. Ele também não tem poder de decidir – qualquer decisão vai sempre partir dos mediandos.

A mediação é especialmente apropriada para controvérsias que envolvam relacionamentos continuados e/ou questões de cunho emocional. Isso porque seus objetivos principais são resgatar a comunicação e preservar laços. Além disso, o mediador estimula as pessoas a expressarem seus sentimentos, suas necessidades e seus interesses. Quem participa de uma sessão de mediação sai com a sensação de que foi verdadeiramente escutado e de que teve suas opiniões respeitadas.

Voltando à história de João e Maria, imagine agora que saibam o que é mediação e tenham o auxílio de um mediador. Nesse caso, eles terão a oportunidade de conversar sobre seus incômodos, seus pontos de vista e seus interesses. Além disso, vão poder tomar uma decisão que seja benéfica para ambos e, assim, manter uma boa relação de vizinhança. Bem melhor, não é?

Quer saber se seu caso é adequado à mediação? Descubra aqui!

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